E quando eu penso que talvez tenha recuperado a sanidade mental... escrevi um novo post exdruxulo!

Até ontem, havia bué tempo que não vinha aqui!
Tenho andado algo ocupada. Não, não é por causa da crise, nem do rating da divida portuguesa ou das pensões vitalícias dos políticos. Achei por bem fazer esta ressalva, já que nos dias que correm todos os males (não que eu não escrever baboseiras durante muito tempo possa ser classificado como "um mal") parecem dever-se a este tipo de cenas.
Tou uma bequinha farta dos e-mails, comentários e alusões aos males da politica e da sociedade, à crise, ao desemprego e coisas que tais. Eu não sou insensível! Sei que isto afecta e muito negativamente, infelizmente, muita e cada vez mais gente. E também sei que sou uma sortuda, privilegiada e tal e coisa.
Mas a verdade é que este discurso muito tuga de pouco ou nada vale para ultrapassar estes problemas e causa em toda a gente, inclusivamente naquelas que podem fazer alguma coisa por melhorar a situação, um sentimento de derrota e desânimo.
Eu sei que há exageros, mas levando ao extremo: eu não quero importar-me com o senhor que ganha rios de dinheiro! Que óptimo para ele! Fossem todos assim! Eu quero é importar-me com o senhor que não tem o que comer. E se quero um pais melhor, quero é que haja cada vez mais senhores que ganham rios de dinheiro e menos senhores que passem fome. Não é contra quem ganha muito que quero estar, mas contra o que leva outros a não terem o mínimo indispensável!
Manter uma atitude positiva em relação à vida tem-se revelado uma óptima estratégia. Se fizermos má cara, ninguém se vai rir para nós. Se mostramos má cara à vida, como é que podemos esperar que ela nos sorria?
As cenas esotéricas a mim "não me assistem", mas o certo é que acredito que o pensamento positivo de alguma forma, atraí coisas positivas.

A minha ocupação deve-se ao trabalho, às viagens constantes e a algum cansaço acumulado. Já não sei exactamente onde ficou que parte de mim, mas lembro vagamente duma casa que parece que possuo, à qual volto de vez em quando e sinto alguma saudade de ficar a bezerrar no sofá, de perna estendida, simplesmente num género de "não estado" que é como quem diz, tipo a não fazer nada, só para variar!
Mas depois, quando finalmente chega esse dia já o ocupei com compromissos de manhã à noite, entre amigos, família, limpezas, compras, médicos... sei lá, aquelas cenas que fazemos indiferenciadamente em diversos dias quando estamos perto destas coisas, mas que tendem a ficar concentradas e esgotar os dias, quando são poucos os que respondem a esse requisito.
Na verdade, face às outras coisas, bezerrar em frente ao sofá parece tempo tão desperdiçado como o que se passa a dormir, tendo a agravante que dormir pelo menos umas horitas é requisito essencial para manter-me viva, enquanto o bezerramento não.
Mas aposto que já têm saudades de me "ver" escrever menos.
Por hoje fico por aqui. Mas temam pela vossa saúde, procurem ajuda nas páginas amarelas, porque é possível que eu volte aqui em breve!
Deixo a imagem do puro relax.
Fui!

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