Estacionada em Portugal!
Pois é meus amigos, agora estacionei em Portugal, pelo menos desde o Verão, em que estive na Croácia. Sitio giro por acaso, aliás, vários sítios giros. Estivemos em Zagreb – capital, pessoas relativamente simpáticas e giras –, Zadar – costa norte, pessoas muito pouco simpáticas (para não dizer muito antipáticas), mas imensos locais giros –, Split – pessoas um pouco mais simpáticas que em Zadar, mas ainda assim um pouco carrancudas, restaurante italiano com empregado que se faz à gorjeta duma forma, como direi… estúpida, que é dizer que não tem troco – e Dubrovnik – as pessoas, mais habituadas ao turismo, bem mais simpáticas, praia agradável (sendo que estou a falar com base nos standards croatas, já que esta gente não conhece areia, só calhaus, o que provoca uma certa sensação de absorção mas ao contrário quando nos deslocamos à água. Resultado, menos idas à água porque os pés tinham de descansar dos kilometros percorridos a pé nas visitas). No geral, a croácia tem parques naturais muito, mas mesmo muito bonitos, com imensas cascatas lindas e lagos de querer saltar lá para dentro (infelizmente, em alguns não se pode), e com kilometros e kilometros de trilhos que alegremente percorremos. Foram 11 dias muito giros, sem grande margem para descanso, mas compensou. Depois destes meses já não me lembro de muita coisa, só me lembro duma cena gira que foi quando a senhora da caixa de um parque de estacionamento nos tentava explicar que tínhamos “a porta de trás do carro aberta”, ou seja, estávamos a sair do parque de estacionamento com o porta-bagagens aberto! Hilariante!
Em Outubro mudei de emprego. Grandes alívios, um pouco de stress e aquele gostinho do desafio por ter saído da minha “zona de conforto” que já começava a ficar um pouco desconfortável. 2 meses depois está tudo a correr bem, projecto muito interessante e colegas meio estranhos, mas pela positiva (há que admitir que nos últimos 3 anos estive mais rodeada de pessoas estranhas, mas que pela convivência, se tornaram pessoas normais para mim!).
O Natal aproxima-se e não gosto muito desta altura. Primeiro, não se pode fazer quase nada ou ir a algum sítio que não esteja inundado de gente, a correr apressada para onde quer que seja, compras de prendas que por vezes já nem têm o significado que deviam ter, enfim… stresses. Para uma pessoa da minha estatura acrescem os encontrões imensos que me tiram do sério, especialmente porque as pessoas não pedem sequer desculpa (não sei se por pura falta de educação, por défice de sensibilidade física, ou realmente por não me verem, tal é a fúria com que se movem). Eu normalmente divirto-me nakela descoberta e alegria de encontrar coisas que as pessoas gostem bastante antes do Natal, para evitar estes bulldozers humanos. Mas se tenho uma compra que tenho de fazer, aquele ingrediente que falta, aquela necessidade, fico doente!
Depois há a parte de ter inúmeros jantares de natal, convívio, troca de presentes, amigo secreto e mais sei lá o quê! Já não se pode sentar no sofá com a lareira acesa e ver umas séries ou filmes? Bem, filmes é outra coisa que o natal vem estragar. Mas para quem exactamente é que eles ainda passam o ET ou o sozinho em casa? Com a taxa de natalidade dos últimos 10 anos, arriscam-se a que quase ninguém veja aquilo!
Melhores tempos virão, pelo menos durante um mês, tipo entre 4 de Janeiro e o Carnaval, é capaz do pessoal se comportar como seres humanos e acalmar! Podemos mesmo correr o risco de vir a presenciar cenas de compreensão mútua ou mesmo civismo entre as pessoas! Ficamos cá para apreciar esses raros momentos que nos fazem pensar que a humanidade está mesmo no caminho certo – não se sabe bem pra onde, mas é capaz de ser o caminho certo.
Felicitações natalícias ou não, conforme os credos e até breve.
Em Outubro mudei de emprego. Grandes alívios, um pouco de stress e aquele gostinho do desafio por ter saído da minha “zona de conforto” que já começava a ficar um pouco desconfortável. 2 meses depois está tudo a correr bem, projecto muito interessante e colegas meio estranhos, mas pela positiva (há que admitir que nos últimos 3 anos estive mais rodeada de pessoas estranhas, mas que pela convivência, se tornaram pessoas normais para mim!).
O Natal aproxima-se e não gosto muito desta altura. Primeiro, não se pode fazer quase nada ou ir a algum sítio que não esteja inundado de gente, a correr apressada para onde quer que seja, compras de prendas que por vezes já nem têm o significado que deviam ter, enfim… stresses. Para uma pessoa da minha estatura acrescem os encontrões imensos que me tiram do sério, especialmente porque as pessoas não pedem sequer desculpa (não sei se por pura falta de educação, por défice de sensibilidade física, ou realmente por não me verem, tal é a fúria com que se movem). Eu normalmente divirto-me nakela descoberta e alegria de encontrar coisas que as pessoas gostem bastante antes do Natal, para evitar estes bulldozers humanos. Mas se tenho uma compra que tenho de fazer, aquele ingrediente que falta, aquela necessidade, fico doente!
Depois há a parte de ter inúmeros jantares de natal, convívio, troca de presentes, amigo secreto e mais sei lá o quê! Já não se pode sentar no sofá com a lareira acesa e ver umas séries ou filmes? Bem, filmes é outra coisa que o natal vem estragar. Mas para quem exactamente é que eles ainda passam o ET ou o sozinho em casa? Com a taxa de natalidade dos últimos 10 anos, arriscam-se a que quase ninguém veja aquilo!
Melhores tempos virão, pelo menos durante um mês, tipo entre 4 de Janeiro e o Carnaval, é capaz do pessoal se comportar como seres humanos e acalmar! Podemos mesmo correr o risco de vir a presenciar cenas de compreensão mútua ou mesmo civismo entre as pessoas! Ficamos cá para apreciar esses raros momentos que nos fazem pensar que a humanidade está mesmo no caminho certo – não se sabe bem pra onde, mas é capaz de ser o caminho certo.
Felicitações natalícias ou não, conforme os credos e até breve.
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