O prometido
Vamos lá então falar de regras de trânsito angolano! A primeira regra é esquecer todas as regras e desenrascar-se da melhor forma possível, o que parece querer dizer, pensar só em si e fazer de todos os seus movimentos um aparente confronto com todos os carros que se encontram em volta, não respeitar sinais, pessoas e policias e tentar chegar ao destino com o carro inteiro (desde que ande, está tudo bem). Escusado será dizer, que uma das regras de segurança é, se estiveres envolvido num acidente, ainda respirares e o carro ainda andar, pores-te na alheta!
Ora os portugueses andaram não sei quantos anos enganados… aquilo que se faz quando alguém faz uma borrada à nossa frente, tem um pneu furado, uma porta mal fechada ou simplesmente achamos estúpido… ah, e ainda existe a hipótese de o querermos avisar que há policia daí a pouco, não se chama “sinais de luzes”. Estes belos intérpretes da língua portuguesa chamam-lhe “jogo de luzes” (muito mais divertido, certo? E na realidade, quase parece um jogo, com regras quase imperceptíveis e muitas vezes mutantes).
Ora o jogo de luzes não serve para nada do que referi atrás! Não, mais um erro dos tugas. Para além da polícia não ligar nenhuma a se fazes sinais de luzes e encandeias os restantes automobilistas, os jogos de luzes servem para muita coisa. Assim, só a título de exemplo: para dizeres ao senhor do outro carro que o conheces; para utilizar sempre que existem brancos dentro dum carro que vem em sentido contrário (devemos ter um letreiro na testa a dizer “encandeiem-me!”); para utilizar, ininterruptamente durante a noite e especialmente quando vêm carros em sentido contrário; para agradecer; para dizer olá; entre outros.
Já a buzina, serve, maioritariamente para dizeres ao condutor da frente que o vais ultrapassar (só mesmo para ele estar à espera e poder dificultar-te a manobra e não te dar espaço para passares). Confesso que neste último caso, na minha ingenuidade quase infantil, ainda pensei que os senhores fizessem isso porque na realidade não se deveria ultrapassar porque vinham lá carros, mas não! Era mesmo só para implicar! Devem achar graça, não sei! Também é compreensível. Eu se estivesse não sei quantos anos sem poder ir shoppingar, ver coisas bonitas, gajos bons e programas interessantes, provavelmente também teria de me divertir de uma forma mais estúpida. Já fora de Luanda as pessoas não são tanto assim (provavelmente porque há coisas bonitas e gajos bons… não sei, é uma hipótese).
Na realidade se quisermos aventurar-nos a conduzir em Luanda, temos de adoptar o mesmo estilo de condução, simplesmente, porque se não o fizermos não saímos do sítio. Mas tentem compreender, é complicado! Eu não estou habituada a atentar contra a minha vida vezes sem conta durante o dia (na realidade, à noite também não)! Se alguém conduzir, apanhas uns tantos ataques cardíacos, mas ao fim duns tempos aprendes a não olhar e quase que passa despercebido! Mas a conduzir… eu ainda não tentei, mas adivinho longas esperas em cruzamentos à espera que alguém me dê passagem…. Coisa que nunca irá acontecer. Um dia hei-de experimentar… de preferência a uma hora a que não haja carros na rua!
Ah, e quando cheguei a Lisboa, como sabem tive de apanhar a 2ª circular, e…. imaginem só!… achei que os carros andavam todos muito devagar e ordeiramente, achei que as pessoas eram extremamente educadas a conduzir e tinham imenso civismo. É claro que a minha mente estava deturpada e 1 semana depois já estava habituada a chamar inconscientes, irresponsáveis e pessoas com falta de civismo (isto só para pôr em palavras bonitas o que se traduz normalmente em insultos aos condutores).
Para quem não está ao corrente, fui operada à minha hérnia (e portanto já não é minha). Correu tudo bem, a recuperação foi relativamente rápida e praticamente sem dores… vestígios só um “arranhão” no fundo das costas! Como não levei nem pontos nem agrafos (a evolução da medicina é algo de fantástico, pelo que puseram umas tirinhas de papel que agarram a pele e a mantém junta sem sobrepor) fica mesmo tipo um arranhão! E depois, quando estiver completamente cicatrizado, quase não se nota! São as maravilhas da ciência! Agora, no primeiro mês é ter alguns cuidados (nomeadamente ao andar de carro, avião e em actividades que impliquem colocar pressão nas costas) e voilá!
Bem, estou a certa de 10 horas do meu voo… Portem-se mal por cá e Angola “me aguarde”!
Ora os portugueses andaram não sei quantos anos enganados… aquilo que se faz quando alguém faz uma borrada à nossa frente, tem um pneu furado, uma porta mal fechada ou simplesmente achamos estúpido… ah, e ainda existe a hipótese de o querermos avisar que há policia daí a pouco, não se chama “sinais de luzes”. Estes belos intérpretes da língua portuguesa chamam-lhe “jogo de luzes” (muito mais divertido, certo? E na realidade, quase parece um jogo, com regras quase imperceptíveis e muitas vezes mutantes).
Ora o jogo de luzes não serve para nada do que referi atrás! Não, mais um erro dos tugas. Para além da polícia não ligar nenhuma a se fazes sinais de luzes e encandeias os restantes automobilistas, os jogos de luzes servem para muita coisa. Assim, só a título de exemplo: para dizeres ao senhor do outro carro que o conheces; para utilizar sempre que existem brancos dentro dum carro que vem em sentido contrário (devemos ter um letreiro na testa a dizer “encandeiem-me!”); para utilizar, ininterruptamente durante a noite e especialmente quando vêm carros em sentido contrário; para agradecer; para dizer olá; entre outros.
Já a buzina, serve, maioritariamente para dizeres ao condutor da frente que o vais ultrapassar (só mesmo para ele estar à espera e poder dificultar-te a manobra e não te dar espaço para passares). Confesso que neste último caso, na minha ingenuidade quase infantil, ainda pensei que os senhores fizessem isso porque na realidade não se deveria ultrapassar porque vinham lá carros, mas não! Era mesmo só para implicar! Devem achar graça, não sei! Também é compreensível. Eu se estivesse não sei quantos anos sem poder ir shoppingar, ver coisas bonitas, gajos bons e programas interessantes, provavelmente também teria de me divertir de uma forma mais estúpida. Já fora de Luanda as pessoas não são tanto assim (provavelmente porque há coisas bonitas e gajos bons… não sei, é uma hipótese).
Na realidade se quisermos aventurar-nos a conduzir em Luanda, temos de adoptar o mesmo estilo de condução, simplesmente, porque se não o fizermos não saímos do sítio. Mas tentem compreender, é complicado! Eu não estou habituada a atentar contra a minha vida vezes sem conta durante o dia (na realidade, à noite também não)! Se alguém conduzir, apanhas uns tantos ataques cardíacos, mas ao fim duns tempos aprendes a não olhar e quase que passa despercebido! Mas a conduzir… eu ainda não tentei, mas adivinho longas esperas em cruzamentos à espera que alguém me dê passagem…. Coisa que nunca irá acontecer. Um dia hei-de experimentar… de preferência a uma hora a que não haja carros na rua!
Ah, e quando cheguei a Lisboa, como sabem tive de apanhar a 2ª circular, e…. imaginem só!… achei que os carros andavam todos muito devagar e ordeiramente, achei que as pessoas eram extremamente educadas a conduzir e tinham imenso civismo. É claro que a minha mente estava deturpada e 1 semana depois já estava habituada a chamar inconscientes, irresponsáveis e pessoas com falta de civismo (isto só para pôr em palavras bonitas o que se traduz normalmente em insultos aos condutores).
Para quem não está ao corrente, fui operada à minha hérnia (e portanto já não é minha). Correu tudo bem, a recuperação foi relativamente rápida e praticamente sem dores… vestígios só um “arranhão” no fundo das costas! Como não levei nem pontos nem agrafos (a evolução da medicina é algo de fantástico, pelo que puseram umas tirinhas de papel que agarram a pele e a mantém junta sem sobrepor) fica mesmo tipo um arranhão! E depois, quando estiver completamente cicatrizado, quase não se nota! São as maravilhas da ciência! Agora, no primeiro mês é ter alguns cuidados (nomeadamente ao andar de carro, avião e em actividades que impliquem colocar pressão nas costas) e voilá!
Bem, estou a certa de 10 horas do meu voo… Portem-se mal por cá e Angola “me aguarde”!
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